Galo de Barcelos

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Diz a lenda que em algum momento na época medieval, ocorreu um crime na cidade de Barcelos que ninguém conseguia desvendar.

Acontece que um jovem galego que passava pela região à caminho de Santiago de Compostela para cumprir uma promessa, foi acusado pelos moradores como suspeito do crime e acabou condenado à forca por isso.

Alegando inocência, o jovem pediu que fosse levado até o juiz e assim foi feito. No encontro, reafirmando que não havia cometido crime algum e perante as risadas do juiz e demais presentes, o jovem apontou para um frango assado na mesa do banquete que ocorria ali e disse: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.”

Claro que todos continuaram a não levar o rapaz a sério, porém, na hora do enforcamento, o galo se levantou e cantou!

O juiz, desesperado, foi até à forca para tentar evitar a injustiça e chegou a tempo de ver o rapaz sobreviver por conta de um nó mal feito na corda

Moliceiro de Aveiro

 

O Moliceiro, como o seu nome indica, era um barco de trabalho utilizado para a apanha do moliço, uma alga aquática (agora escassa) utilizada para adubar os terrenos agrícolas de quase toda a região de Aveiro. O seu recurso predominava desde Ovar até Mira, variando as suas dimensões consoante a zona navegada.

É na Murtosa que estas criações nascem. Em média, são necessários cerca de 25 dias e 2 homens para a construção de um moliceiro. É essencialmente construído em madeira de pinheiro manso e bravo, espécie predominante na região de Aveiro. 

Correndo o risco de desaparecer devido à quase extinção do uso do moliço, o moliceiro foi recentemente preservado, alvo de uma metamorfose proporcionada por uma nova realidade económica e turística. 

Reinventado como símbolo cultural, agora forma parte dos aveirenses e da paisagem da cidade, onde se podem dar passeios pela bela ria de Aveiro

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 Palheiros de Costa Nova

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Os palheiros da Costa Nova são famosas e castiças casas de riscas existentes na praia com o mesmo nome, originalmente em tons de vermelho ocre e preto, utilizados como antigos armazéns de alfaias da pesca.

Até inícios do século XIX a Costa Nova era um extenso areal desabitado mas, após a fixação da Barra do Porto de Aveiro, os pescadores das campanhas piscatórias de Ílhavo mudaram-se para a Costa Nova e começaram a construir “palheiros” para guardarem as redes e outros materiais associados à pesca. Estes eram inicialmente amplos e sem quaisquer divisões interiores e, mais tarde, divididos com tabiques de madeira que eram “decorados” com conchas de ostras. 

Simultaneamente, as famílias dos seus sócios, escrivães e “arrais” de outras companhias foram sendo atraídas para a zona nos meses de verão e outono, transformando-os nos atuais “palheiros”, com riscas coloridas, bem à “moda burguesa de ir a banhos” da segunda metade desse século, para que pudessem servir como habitação na estação balnear. Hoje em dia não conseguimos imaginar a praia da Costa Nova sem as suas características ricas.

Farol da Barra

 

O projecto do Farol da Barra foi iniciado em 1885 pelo engenheiro Paulo Benjamim Cabral, e concluído pela engenheira Maria de Melo e Mattos em 1893, tendo sofrido grandes restaurações em 1929. 

Construído à entrada da barra, esta admirável obra do século passado, passou a estar de vigia toda a navegação que até aí não dispunha de orientação, evitando que estas naufragassem nos bancos de areia. As embarcações da época eram frequentemente atraídas para terra, devido à ilusão de afastamento provocada por uma costa muito plana com as primeiras elevações a grande distância do mar.

À data da sua construção foi o sexto maior do mundo em alvenaria de pedra, continuando a ser actualmente o segundo maior da Europa, sendo considerado o vinte e seis avo mais alto do mundo.

O Farol da Barra, situado na praia com o mesmo nome, é um dos ex-líbris do Município de Ílhavo, sendo visitado anualmente por milhares de turistas que, após uma subida de 288 degraus, se deparam com uma das melhores paisagens costeiras do País.

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Sardinha portuguesa

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Um hábito peninsular que vem de um período anterior à nossa nacionalidade. Há quem diga que enquanto estavam no território que hoje é Portugal, os Fenícios e os Romanos apreciavam e consumiam muito a sardinha, uma vez que a técnica e a prática da pescaria era de grande importância para eles. 

A sardinha uma vez salgada, viajava da Ibéria para todo o mundo romano – África, Itália, Gália e Inglaterra. No período muçulmano, bem a Sul do Tejo, a pesca de sardinhas era feita em grande abundância também.

Chega o século XVII e com ele a escassez da sardinha em Lisboa. As autoridades recorrem então, a outros portos para abastecimento. Consequentemente os almocreves escasseavam na capital do reino e, com a sua ausência faltavam outros bens alimentares.Vem dessa época o hábito que ainda hoje mantemos de comer a sardinha sobre o pão, prática dos pobres de então que esfregavam a sardinha assada na côdea para lhe conferir sabor e com isso enganar a escassez do alimento. Entre os séculos XIX e XX, ela foi um prato básico para muitas famílias rurais. 

A sardinha tem sido um símbolo nacional tradicional há séculos. Ela está tão bem inserida na cultura portuguesa que se encontram diversos registos sobre este prato na literatura portuguesa.

Fado e Guitarra portuguesa

 

A Guitarra Portuguesa é um instrumento musical carregado de simbolismo e, mercê da sua longa aliança com o Fado, é conotada com o “modo de ser” português, onde destino e saudade são palavras que naturalmente se associam ao trinado. Tem um timbre de tal modo inconfundível que, onde quer que esteja, qualquer português a reconhece aos primeiros acordes.

"Para interpretar o Fado, nenhum instrumento mais de jeito que a guitarra. Está costumada a cantar tristezas desde a mais remota antiguidade e além disso fala tão baixinho que não chega a incomodar os grandes, os felizes, os opulentos. É quase uma criança que chora ou uma mulher que suspira. Impressiona e não atordoa. Faz-se ouvir, mas não se impõe." 

O Fado nasce na primeira metade do século XVIII como força do subúrbio que vai conquistando o centro da cidade. A frustração e o fatalismo que surgem nos subúrbios humildes, nos ambientes de tabernas e portos da cidade se reflectem em uma música melancólica e nostálgica.

O Fado é introvertido, íntima em sua essência, saudade, canta à tristeza do que se foi, o império perdido, a pátria que não pôde ser, o homem que perdeu sua glória. Isso não é mais que a história de Lisboa, sua alma cicatrizada...

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Ponte Dom Luis I

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Construída como oferenda ao Rei Luís I, foi batizada como Ponte Dom Luís I, em sua honra. Na altura da sua inauguração, em 1886, o rei não compareceu para dignificar e agradecer a obra-prima. Na verdade, este Rei era conhecido por não “abraçar” o poder real e raramente cumprir os seus deveres reais. E como castigo pela sua conduta, a população local rebatizou a Ponte, ficando (apenas) Ponte Luís I.

Gustave Eiffel, professor e mestre de Seyrig, começou por ser o mentor da Ponte mais emblemática do Porto.  As relações profissionais entre ambos estreitaram-se e surgiu a
oportunidade de mestre e discípulo trabalharem em conjunto... dois génios, uma obra-prima.

Esta ponte é um símbolo da cidade do Porto. Totalmente construída em ferro, transmite confiança e grandiosidade.  melhores formas de conhecê-la é através de um Cruzeiro no Douro ou caminhando pelo tabuleiro inferior em direção ao Cais de Vila Nova de Gaia, onde estão concentradas as Caves do famosíssimo Vinho do Porto. Se preferir, pode optar pelo tabuleiro superior, onde conseguirá a melhor vista sobre a cidade, o rio e arredores.
 

Águeda (Àgitagueda)

 

O AgitÁgueda contribui para o panorama cultural da cidade de uma forma sem paralelo. Desde 2006 cerca de 500 grupos e artistas passaram pelo palco do festival. Além de nomes consagrados, a missão do festival assenta também na promoção de novos projectos musicais através da realização do “Talentos AgitÁgueda”, concurso que pretende promover a participação de novos projectos artísticos nacionais.

A nível artístico de arte pública, toda a cidade de Águeda vivência um contacto com a arte urbana e com instalações das mais variadas tipologias, instalação de milhares de chapéus de chuva nas ruas da cidade formam um conjunto que é completo com outro projecto de arte urbana, que coloriu ainda mais a cidade, foram pintados dezenas de pontos com variações cromáticas apelativas de bancos de jardim a escadarias que parecem arco-íris, além de muitos outros apontamentos de desenho e cor. A tenda gigante montada para o efeito, decorada com os famosos chapéus, são um outro factor de interesse a quem visita o AgitÁgueda.

O Umbrella Sky Project nasceu em Águeda, em 2012, e é composto por várias instalações de arte coloridas espalhadas pela cidade. Os guarda-chuvas "flutuantes" são o elemento forte do projeto e agora faz parte dos símbolos da cidade.

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